quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pensando.

Todos os dias, minuciosamente, como se um ritual, começo a polir o único símbolo físico representativo de qualquer tipo de união que tenha existido. Atitude forçada para me desfazer de algo que nunca de livre vontade me livraria. Engraçado que quando queremos entrar no esquecimento, alongamos qualquer coisa para saber que, pelo menos, nada terá sido em vão. Porque ainda guardo sorrisos e talvez seja disso que sinta falta, dos sorrisos que me proporcionavas. Da maneira como conseguias fazer-me calar, no meio de uma discussão ou até mesmo de uma declaração lamechas. Nunca foste lamechas, antes pelo contrário. Sempre quiseste que valorizasse o que existia pelas atitudes, pelos caminhos que percorríamos durante uma madrugada inteira, pelo silêncio que não incomodava. Porque nas tuas palavras nunca carregaste deveres mas sim vontades. És o oposto e ao mesmo tempo és tudo o que um dia precisei. (...)

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