sexta-feira, 3 de abril de 2015
8, 80, 0.
Quando antes juntava as pedras minuciosamente para construir o nosso forte, hoje disparo-as em todas direcções na esperança de causar uma dor maior que a minha. Não é que queira alguém tão magoado como eu, quero apenas que no sofrimento de outrem, a minha dor seja a menor delas todas. Que olhe para o meu sofrimento e veja-o como uma brincadeira de crianças. Já parei de me culpabilizar por tudo ou pelo nada com que fiquei. Conformei-me com a tua ausência, com a inexistência do teu cheiro, com a falta da tua voz que me apaziguava a alma como nunca ninguém o fez. Às vezes perco-me no tempo a olhar para o teu sorriso, como fazia quando estávamos com os nossos amigos. Só aí é que tinha oportunidade de ter ver sorrir de maneira espontânea, sem que te apercebesses do quanto me encantavas e do quão babada ficava contigo. Ficaria horas a ver-te sorrir, só porque sim, só porque me fazia bem e faz. Enquanto me fizer bem, mesmo que não estejas, vou continuar a admirar-te dessa maneira.
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