Sabes aqueles dias em que parece que tens o mundo todo contra ti? Hoje o mundo fez questão de me atormentar contigo, como todos os outros dias. O rádio fez questão de tocar a nossa música vezes sem conta. O meu pai fez questão de voltar a perguntar por ti. Os meus amigos de fingir que tudo se resolverá. As ruas de Coimbra fizeram questão de me lembrar dos nossos passeios. O Sol fez questão de continuar a aparecer e não iluminar o dia como era suposto. Continua tudo cinzento e eu faço questão de continuar com este teatro. Fingir que está tudo bem, que não sinto a tua falta. Tenho de me manter durante o dia, as pessoas à minha volta não merecem ver-me chorar mas tem sido tão difícil. É tão difícil ignorar as tuas últimas palavras, é tão difícil ignorar tudo o que me faz lembrar de ti. Torna-se impossível porque nem com os olhos fechados deixo de te ver, muito menos de te ouvir. O erro foi meu, não foi? Mas não somos todos nós feitos de erros e mal-entendidos? Pior que errar é desistir da nossa própria felicidade com medo do futuro, com medo de voltar a errar ou que até mesmo que errem connosco mas se esperarmos a vida toda para que não cometamos nenhum erro, o que vamos viver? Vamos desperdiçar o que nos faz bem? "A vida são dois dias e os casamentos ciganos cinco" e nós com tanto para viver. Nós que nos continuamos a amar e estamos separados por tudo, ou mesmo por nada.
Ainda não acredito.
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